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| Terrorismo em Paris motiva MST no Brasil |
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Governo Maduro disse que Brasil tem posição privilegiada no fórum de Sao Paulo e que adesão com
MST seria fundamental no caso de emprego de forca armada
O ministro para Comunas e Movimentos sociais da Venezuela,
Elias Jaua, cuja babá foi presa em São Paulo ao tentar ingressar no país
com uma arma guardada em uma maleta,
assinou um convênio com o
Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), conforme ele mesmo definiu,
“para fortalecer o que é fundamental em uma revolução socialista”. O
convênio, de acordo com o MST, prevê estritamente cursos de formação na
área de produção agrícola.
O acordo foi firmado no final do mês passado na sede da
Escola Nacional Florestan Fernandes, do movimento sem-terra, em
Guararema, a 80 quilômetros de São Paulo. A escola promove cursos de
formação política e técnica para movimentos sociais do Brasil e da
América Latina. Em discurso em Guararema, Jaua, que foi chanceler do
ex-presidente Hugo Chávez, afirmou:
— Firmar esse convênio para incrementar a capacidade de
intercâmbio de experiências, de formação, para fortalecer o que é
fundamental em uma revolução socialista, que é a formação da consciência
e da organização do povo para defender o que já foi conquistado e
seguir avançando na construção de uma sociedade socialista.
A declaração foi divulgada pela TV venezuelana Telesur, que
recebeu o convênio firmado com o MST como uma iniciativa para
desenvolver a economia comunitária.

A babá contratada pela família de Jaua foi presa no dia 24
de outubro ao tentar passar pela imigração com uma arma. Ela já foi
liberada e o ministro afirmou que o armamento pertencia a ele e que a
viagem com a arma tratou-se de um “erro involuntário” da babá. Ele
estava no Brasil com a família para participar justamente do evento com o
MST em Guararema e para acompanhar a esposa que passava por um
tratamento de saúde em São Paulo. Com o episódio, ele disse ter
encurtado sua viagem retornando a Caracas em um avião da estatal de
petróleo venezuelana, a PDVSA.
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Segundo Jaua, a babá Yaneth Anza viajara ao Brasil para
auxiliar o ministro nos cuidados com a mulher dele, internada em um
hospital de São Paulo.
O líder do PSDB na Câmara, Antônio Imbassahy (BA),
protocolou na sexta-feira passada no Ministério da Justiça e na
procuradoria regional de São Paulo um pedido de abertura de
investigações sobre possível prática de crime contra a segurança
nacional e contra a ordem política e social cometido pelo ministro
venezuelano. O tucano destaca que, além da arma, a suposta babá estava
com documentos de “doutrinação política e ideológica”. Observou ainda
que o ministro Elias Jaua Milano estava no Brasil para fechar acordos
com o MST.
O Ministério da Justiça afirmou que está avaliando o pedido
feito pelo líder do PSDB, mas que não há prazo para responder ao
parlamentar.
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